5 de abr. de 2011


''E quando te houveres consolado, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirá às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “ Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”. E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego. Será como se eu te houvesse dado em vez de estrelas, montões de guizos que riem.''
Isso ai!

Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.